domingo, 8 de junho de 2008

Por Andreia Azevedo

Um livro com um prefácio do autor é mau?

5 comentários:

Dinis Lapa disse...

Não necessariamente. Não gosto quando os autores falam das suas obras. As obras falam por si.

João disse...

Não, não é mau. É apenas pouco habitual.

(Dinis,

o ideal é a obra falar por si, sim; mas não podemos negar que um prefáciozito (uma ou duas palavras porreiras, sem lixo académico) por alguém, digamos, reconhecido, são muito bem-vindas.
Se temos a hipótese de ter alguém do nosso lado, porquê teimar em definhar sozinho?)

Drekas disse...

Acho sempre "sinistro" um prefácio de autor.
Uma coisa é ter um prefácio de um terceiro, agora do próprio escritor?
A piada está em tentar perceber o que ele nos quer dizer... Penso em de que...

Herzé disse...

Apre, vocês são tão sanções... O Borges faz belíssimos prólogos aos seus livros. E nos livros de não-ficção é normal -- aliás a introdução tem esse efeito. Pessoalmente, gosto mais do posfácio: não explica a obra (Dinis has a point) mas pode explicar, a posteriori, alguns aspectos: intertextualidade, informações paralelas, notas sobre o processo de escrita, sempre interessantes para alguns amadores. A Margueriten Yourcenar é, por exemplo, sempre luminosa. E o João também tem um ponto: Saramago não precisa de umas palavras da Sofia E, mas a Sofia poderia beneficiar de algumas palavras dele.

Madalena S. disse...

O que eu mais gosto neste mestrado é que, diga a gente o que disser, everyone has a point: o prefácio do autor pode ser fatela mas também pode ser vantajoso. Se for posfácio é melhor, embora também possa ser pior porque até parece que o leitor precisa que lhe expliquem o que acabou de ler. Prefácio de quem é mestre é util para vender livros, mas também pode ser algo pedante...
Ou seja, Dinis, João, Andreia e Herzé(bemvindo ou vinda!) you all have a point!