sábado, 26 de abril de 2008
Grupo Leya boicota Feiras do Livro
Carlos Pinheiro
sexta-feira, 25 de abril de 2008
ABRIL!

Esta é a madrugada que eu esperava
O dia inicial inteiro e limpo
Onde emergimos da noite e do silêncio
E livres habitamos a substância do tempo.
quinta-feira, 24 de abril de 2008
Paulo Teixeira Pinto compra Guimarães Editores
Carlos Pinheiro
Novos instrumentos de leitura e de escrita
1) Kindle
Este leitor de e-books ou e-reader, como preferirem, tem características muito interessantes. Já falámos muito dele nas nossas aulas, mas creio que nunca é demais salientar as suas potencialidades, até porque, pelos menos para mim, é algo que ainda não entrou no meu universo conceptual, digamos assim. Eis então alguns dados que dão que pensar: criado pela Amazon, este leitor de e-books consegue guardar cerca de 200 livros em pouco mais de 300 gramas. Através da loja virtual, o utilizador tem acesso a 110 mil obras, a jornais, a revistas e a blogues. Os primeiros capítulos podem ser lidos gratuitamente e, caso o leitor deseje adquirir um dos livros, este chega num curtíssimo espaço de tempo. O Kindle está disponível em http://www.amazon.com/ e custa 399 dólares (pouco mais de 250 euros).
2) Pulse
Trata-se de uma caneta "inteligente". Chegou ao mercado em Março e está disponível no endereço http://www.livescribe.com/ . Esta caneta guarda as anotações escritas ao mesmo tempo que grava o som, sendo assim muito útil para aulas, conferências ou entrevistas (até porque pesa menos de 40 gramas). Os utilizadores registados no site indicado têm direito a 250 MB de espaço on-line para guardar ou partilhar gravações e notas. Por agora, existem dois modelos: um com cerca de 1 GB, que grava até 100 horas e tem cerca de 16 mil páginas em branco (custa à volta de 95 euros); e outro de 2 GB, com o dobro da capacidade de armazenamento de informação áudio e textual (com um valor comercial a rondar os 125 euros).
Carlos Pinheiro
Feira do Livro no Terreiro do Paço
Carlos Pinheiro
Lançamento da Revista Ler
a) uma entrevista excepcional de 12 páginas a António Lobo Antunes.
b) um dossier também com 12 páginas sobre os 50 autores mais influentes do século XX (da lista só consta um nome português: Fernando Pessoa, como não podia deixar de ser).
c) uma fotobiografia sobre a Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian.
d) um conjunto de crónicas muito interessantes de autores de renome (José Eduardo Agualusa, Pedro Mexia, Inês Pedrosa, entre outros).
O único incoveniente será talvez o preço (5 euros), se bem que, se tivermos em conta o número de páginas (quase 100), a diversidade de conteúdos, como acabei de mostrar, e o grafismo bastante colorido e original, até nem me parece uma preço do outro mundo. A sua periocidade é mensal e, segundo o seu director, Franscisco José Viegas, como já destacou a Andreia numa mensagem anterior, ainda muita coisa está por aperfeiçoar...
Carlos Pinheiro.
Exposição de Saramago em Lisboa
Carlos Pinheiro
Novidades culturais III
1. Quartel do Carmo abre portas ao público
A Guarda Nacional Republicana, no âmbito das comemorações do seu 97.º aniversário e do 34.º aniversário da Revolução dos Cravos, vai abrir as portas do Quartel do Carmo ao público entre 24 de Abril e 4 de Maio. Neste local, para além de um circuito de visitas interno, estará patente a exposição O Carmo, a GNR e o 25 de Abril. Os vistantes poderão ainda ver o espólio museológico do antigo Convento do Carmo e a sua evolução para quartel.
2. Roda Gigante em Lisboa
Já se encontra a funcionar a Roda Gigante de Lisboa. Localizada junto ao Museu da Electricidade em Belém, esta infaestrutura tem nada mais nada menos do que 37 metros de altura e uma capacidade simultânea para 160 pessoas, sendo as viagens gratuitas.
Carlos Pinheiro
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Dia Mundial do Livro na FNAC Colombo
Hoje, dia mundial do livro, às 18h30, na Fnac Colombo, uma conferência cujo tema é: "O Futuro do Livro".
A conferência contará com a presença de José Luis Peixoto, António Baptista Lopes e Mário Sena Lopes.
terça-feira, 22 de abril de 2008
A leitura no WC
AV
LER, amanhã - Dia do Livro - nas bancas...
A Nova Ler, dirigida por Francisco José Viegas, estará nas bancas amanhã, Dia do Livro.
Acerca da Revista, de reter três afirmações do Director:
1. “… não é uma revista de literatura, mas de livros. Está mais próxima das livrarias…”
2. “… Traz pouca continuidade com o passado, mas sem perder a tendência experimental…”
3. “… Este primeiro número ainda não é indicativo sobre o que irá ser de facto a Ler. Ainda há coisas por afinar…”
A ver vamos...
Fonte: www.diariodigital.sapo.pt
segunda-feira, 21 de abril de 2008
HÁBITOS DE LEITURA: NÚMEROS FRESCOS - II
Confrome prometido, aqui está um link para o documento na íntegra. Vale a pena uma vista de olhos. Tem coisas curiosas, como facto de cada vez se ler mais em suportes ligados à novas tecnologias. Imaginem que a percepção da evolução da leitura, nos últimos 10 anos, em Portugal, apresenta 86,6% para a leitura de mensagens no telemóvel e 82,6% no computador e internet.
Estas percentagens correspondem a respostas “aumentou” numa escala em que 1=diminuiu, 2=manteve-se e 3=aumentou.
Só depois aparecem os livros com uma percentagem de 54,4%.
Será que vale a pena dar muita atenção a estas tendências?
Creio que, pelo menos, devemos interiorizar que vivemos definitivamente uma época de mudança.
HÁBITOS DE LEITURA: NÚMEROS FRESCOS
O Público dá conta de algumas das conclusões apresentadas pelo Relatório de Avaliação do Plano Nacional de Leitura.
Citando a notícia, relevo a seguinte afirmação: “Comparando com a Europa, os portugueses ainda lêem pouco mas a tendência é positiva”, disse ao PÚBLICO Isabel Alçada, comissária do PNL." E agora? Estamos a caminhar mas para onde? Volto às mensagens anteriores em que levantámos questões sobre o que é que as editoras e os grandes grupos hoje publicam.
A tendência é passarmos a ler mais, mas será que também é passar a ler melhor?
Aceitam-se apostas.
Ainda andei à procura do relatório completo mas o site do PNL está inacessível. Se entretanto lá conseguir entrar e obter mais informação, logo direi.
CONSIDERA-SE UM BEST-SELLER OU NÃO?
"Vendido de mão em mão por imigrantes de Leste, bateu o seu recorde de vendas em 2005 ao alcançar os 320 mil exemplares. Um valor que parece não corresponder ao número de pessoas que demonstra ter aprendido alguma da sabedoria que ele comunica. É pena!
Dirigida por Célia Cadete, a publicação vem de longe. Segundo Manuel Viegas Guerreiro e David Pinto Correia, professores da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, o primeiro escrito em português foi o Almanaque Perdurável (Séc. XIV).
Antes do Verdadeiro Almanaque Borda d'Água, existiu O Velho Borda d'Água, pela Livraria Barateira."
Este é um excerto de uma notícia publicada hoje no DN. É apenas uma curiosidade mas lembrei-me que chegámos a falar nos almanaques em História e Sociologia do Livro e fiquei deveras surpreendida com os números de vendas. Até porque acho que já não há 320 mil agricultores cá na terra o que pode ser sinal da diversidade de públicos do Borda d'Água.
Ora aí está um bom objecto de estudo a cruzar a sociologia com a edição!
sexta-feira, 18 de abril de 2008
E O OSCAR VAI PARA...
... Manuel Alberto Valente pela sua decisão de bater com a porta deixando para trás a ASA e o Grupo de Paes do Amaral.
As razões deu-as hoje, em entrevista ao Público, estampada na página 16 e onde fala de coisas que nos interessam a todos e sobre as quais nós próprios, interessados aprendizes destas artes editoriais, temos vindo a reflectir - sem chegar a nenhuma conclusão, diga-se!
Aconselho a leitura atenta e chamo a especial atenção para este parágrafo:
"Sou de uma geração e tenho uma escola em que houve sempre uma enorme preocupação com a rentabilidade dos projectos, mas essa rentabilidade passava por uma frase que repeti muitas vezes: “Publica-se o que dá para se poder
publicar o que não dá.” Uma das primeiras frases que Isaías Gomes Teixeira disse quando entrou para o grupo foi: “Mas para que é que vocês publicam o que não dá?” Isto transmite toda uma filosofia com a qual não estou minimamente de acordo. "
Há alguns dias, tivemos aqui no blog uma acesa troca de comentários em torno de um post em que questionei a publicação do livro do Toni Carreira. E em que o Dinis terminou a dizer que o Cláudio Ramos também se preparava para publicar. Pois já publicou. Já o vi à venda na Bertrand. Deve ser dos que dão! O meu receio é que com esta filosofia dos grupos "à la Leya" de só publicar o que dá, um dia não tenhamos mais nada para ler para além de autores como Toni Carreira, Cláudio Ramos, Fátima Lopes, Carolina Salgado e afins! Com todo o respeito pelo trabalho que possam ter, ainda que seja a contar a história a quem a escreve!
Por esse andar, há-de vir o dia em que o Nobel cairá no colo da Rhonda Byrne pelo seu best-seller O Segredo!!
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Café com Livros...

quinta-feira, 10 de abril de 2008
Ghost Writers
http://sobreedicion.blogspot.com/2008/03/fantasmas-escritores-y-prctica.html
Dinis
segunda-feira, 7 de abril de 2008
Sexualidade literária
terça-feira, 1 de abril de 2008
Os Livros e o Cinema...
Em mais uma das minhas caminhadas até ao trabalho e observando as montras das lojas do Aeroporto, tenho reparado na quantidade exorbitante de livros que estão a ser adaptados ao cinema.
Questões que se colocam:
1. É a produção cinematográfica um forte veículo de promoção dos respectivos livros?
2. Qualidade Literária vs Comércio
3. Cinema: Incentivo à compra ou maior afastamento da leitura tendo em conta que ja se "conhece a história"?
4. As adaptações cinematográficas são moda?
5. Que tipo de romances passam para o grande ecran? Os dos "grandes escritores" ou dos jovens principiantes?
6. O que nasce primeiro, o livro ou o filme?
quinta-feira, 27 de março de 2008
BERTRAND, NO CENTRO COMERCIAL VASCO DA GAMA...PARA REFLECTIR!

Temos de concordar que há lançamentos e lançamentos de livros!
Gostava de abrir aqui o debate sobre estes fenómenos: isto não é literatura, acho eu. É negócio. Ou lógica de mercado.
E o facto de a Bertrand fazer destes negócios, diminui o seu prestígio, ou não? Ou a Bertrand já não tem prestígio?
Ou consegue manter o prestígio editando literatura da boa, mas que vende pouco, e equilibrar o orçamento com "eventos"?
É assim que se faz?
É assim que alguns de nós, que porventura cheguem a ser editores, vão fazer?
Se não for assim não se consegue?
E para complemento dos "eventos" faz-se uma montra a condizer, com o objecto estrategicamente repetido em escaparates de diferentes alturas?
A "minha" Bertrand aqui no Seixal, que é pequenina mas muito jeitosinha, no sábado passado só tinha o dito cujo numa mesa, em destaque mas com sóbria discrição. Como ainda não tive oportunidade de lá voltar, ainda não vi se outros valores se levantaram e o bom do Tony foi parar à montra em substituição de O ECO DA MEMÓRIA, do Richard Powers - que não faço ideia se é bom ou não porque não conheço, mas ganhou o National Book Award e foi finalista do Pulitzer - e que a adornava profusamente há alguns dias.
Há uns tempos, a Andreia - julgo que foi ela - levantava a questão de saber se o editor deve editar apenas o que gosta ou seguir o gosto geral do público. Parece-me uma questão cada vez mais pertinente, face ao panorama actual do mercado editorial.
Está lançado o desafio. Digam o que vos vai na alma sobre esta matéria.
E de caminho, se quiserem documentar-se melhor sobre o "evento" acima retratado, aqui vos deixo a via para mais 11 fotos altamente demonstrativas.
