sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

CORRENTES D'ESCRITAS

Começou na 4ª feira. É a 9ª Edição do Encontro de Escritores de Expressão Ibérica.
Em princípio, o Dinis e o Pierre estão lá a representar condignamente a turma do nosso Mestrado em Edição de Texto que, sabiamente, delegou neles tão ilustre tarefa.
A menos que o Dinis tenha sub-delegado e mandado o pai dele.
Seja como for, esperamos relatório circunstanciado.
Entretanto deixo-vos um link para um conjunto de 15 notícias onde podermos ir fazendo follow-up.

http://news.google.pt/nwshp?hl=pt&tab=wn&ncl=1112409521&topic=e


Madalena Silva

tem sempre qualquer coisa a ver connosco

copy/paste por: João Santos


Actualmente estão protegidos durante meio século
Bruxelas quer aumentar direitos de autor de intérpretes para 95 anos
14.02.2008 - 15h10 AFP


A Comissão Europeia vai propor um aumento da vigência dos direitos de autor dos intérpretes europeus de 50 para 95 anos, anunciou hoje o comisário do Mercado Interno, Charlie McCreevy, em conferência de imprensa.

O comissário explicou, ainda, que não encontra “uma razão que justifique que um compositor beneficie da protecção dos seus direitos durante toda a sua vida e 70 anos depois de morrer, enquanto um intérprete só tem os seus direitos assegurados durante 50 anos, o que às vezes sem sequer cobre a sua vida”.

A proposta poderá ser adoptada ainda durante o verão do presente ano.


in Público.pt, 15 de Fevereiro.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Há edição de Livros em Braille, em Portugal?

Por Andreia Azevedo

Numa das minha pesquisas em busca de notícias editoriais interessantes, para aprender, questionar, debater, etc, descobri uma notícia que relatava a edição do primeiro livro de poesia em braille. Não consegui averiguar o ano da publicação da respectiva notícia, mas posso dizer-vos que se trata de um livro de Hélder Reis, de seu nome Branco, editado pela Fundação Manuel Leão (1).
Eu pergunto-me, há editoras em Portugal a praticar edições em braille? E se sim, esses livros chegam facilmente às livrarias?
É que sinceramente, nunca vi livros em braille em livrarias, mas admito que possa ter estado distraída, ou por ventura não ter visitado muitas. Em todo o caso, centro a questão nas livrarias mais conhecidas e de maior dimensão.
Por outro lado, acredito que uma edição em braille seja muito mais dispendiosa; isso poderá ser a "desculpa" para a não edição da mesma? Ou por ter um número menor de futuros compradores?
Quer-me parecer que se investe tanto dinheiro em futilidades e em livros que não lembram nem ao menino jesus. Não seria muito mais sensato, investir em algo que permita a transmissão de cultura a qualquer ser humano, independentemente das limitações que este possa ter?

(1) "A Fundação Manuel Leão foi criada em Janeiro de 1996 pelo seu instituidor, Pe. Manuel Valente Leão. Os seus fins principais são a promoção do bem público nos domínios da educação, da cultura, da actividade artística e da acção sociocaritativa. "

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Sugestão ao novo Inquérito


por: João Santos

Se fosse um editor, faria edições, mais pelo seu gosto pessoal, ou tendo em conta o gosto colectivo?

___Gosto pessoal

___Colectivo



Parece-me que deveria existir a opção Depende porque, na realidade, depende da edição.


Rescaldo do 2º Inquérito...

Por Andreia Azevedo

Se bem se recordam, esteve em curso, ao longo do mês de Janeiro, um inquérito que pretendia apurar qual o factor que mais contribui para a compra de um livro.
Até ao termino da votação - tudo esteve em aberto - mas a vitória acabou por ser atribuída ao autor.
Compreende-se o raciocínio do autor enquanto marketing do livro, nomeadamente quando este é conhecido/reconhecido. Mas no caso de novos autores, como é que essa "estratégia comercial" se aplica? Como é que um editor consegue persuadir à compra de um livro levado a cabo por um escritor recente, apenas pelo seu nome?
Gostaria de saber, por parte das pessoas que votaram autor, se votaram tendo em conta apenas a vertente do autor conhecido, ou se pensaram nas duas faces da moeda.
Sinceramente, eu não considero essa a melhor estratégia...

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Os Maias contados às crianças

Hoje, ao comprar o SOL, foi-me oferecido um pequeno volume com a edição de Os Maias, adaptado para os mais novos por José Luis Peixoto, com ilustrações de André Letria. Trata-se de uma colecção. Os 3 primeiros volumes são oferecidos, os restantes quem quiser compra.
Devo dizer que considero Os Maias uma obra prima da literatura portuguesa, quase o meu livro de cabeceira. Quando não tenho nada de jeito para ler, pego n' Os Maias e releio passagens.
Talvez por isso, fiquei estarrecida com o que me ofereceram hoje: um livro com capa dura, de 25cm x 23 cm, formato tipicamente infantil, com illustrações a condizer e bem bonitas, guarda e contra-guarda em roxo, com 16 folhas (32 páginas) que tive de contar porque não estão numeradas, (estão a ver para que serviu o trabalho de HSL?). Então qual é o problema? - perguntar-me-ão.
Pois bem, o amigo Peixoto agarrou na magnífica prosa do Eça e retirou tudo o que é descrição, enquadramento, narrativa pura, expurgou a adjectivação que dá sentido ao Dâmaso, ao Euzebiozinho, eliminou todo o contexto. De que outra forma poderia enfiar o romance em 16 páginas de texto com uma fonte de tamanho 14 ou mais? E frases a bold em tamanho 16 ou 18, pelo menos?
O resultado é uma prosa inqualificável em que as mulheres aparecem como umas messalinas que abandonam os filhos e os maridos para fugir com outros tipos, ou que parece que são casadas mas afinal são viúvas e têm um amante que afinal deixam para ficarem com outro amante que, vai-se a ver, é o irmão!!!
Em duas penadas, é isto. Também sei sintetizar, mesmo não me chamando José Luis Peixoto.
A culpa não é dele mas de quem lhe encomendou o trabalho de tentar contar a miúdos pequenos uma história que é para adultos.
O problema de verter clássicos da literatura para textos entendíveis por crianças, não reside na forma mas no conteúdo. Há clássicos da literatura que não são definitivamente para as crianças lerem. Deêm-lhes bons clássicos para eles. Atirem-lhes com Moby Dick que o Melville agradece. Obriguem-nos a ler a Ilha do Tesouro, a Alice, compilem a Jane Austen e vão buscar o Salgari ao baú dos esquecidos. Se quiserem ser mais clássicos ainda, reconvertam a Condessa de Ségur para os nossos tempos, As aventuras dos cinco e dos sete. A nossa magnífica colecção Uma Aventura nem sequer precisa de adaptação.
Mas há mais: os romances de cavalaria são próprios para adaptações para a miudagem e outros que eu li - sem adaptações mas reconheço que os tempos eram outros e que hoje é difícil competir com a linguagem abreviada dos chats e das playstations - na minha infância e na minha juventude e que me ajudaram a desenvolver a paixão pela leitura.
O princípio tem de ser esse porque se isso for feito, eles logo hão-de chegar a'Os Maias, quando tiverem idade para ler, perceber e apreciar.
Claro que os exemplos que eu dei não são portugueses. Que se há-de fazer se a nossa literatura não tem grandes exemplos de escrita para crianças? Agora o caminho também não me parece que seja este.
Nas próximas semanas vão sair outros, de Júlio Dinis a Fernando Pessoa, Gil Vicente, Camilo, Garrett, Padre António Vieira e mais Eça. Os adaptadores são, entre outros, a Rosa Lobato Faria, o António Torrado, o Possidónio Cachapa, o Francisco José Viegas, o José Jorge Letria e o nosso professor Rui Zink que adaptou as Viagens na minha Terra. Ora aí está um livro que eu nunca na vida consegui ler, embora tenha começado várias vezes. Esse eu vou comprar, sempre quero ver como é que ele se saiu e pode ser que, finalmente, assim adaptado eu consiga conhecer a história toda.
Agora, Os Maias!....
Juro que se fosse catraia e lesse uma coisa assim, nunca mais na minha vida ia querer ouvir falar em Eça de Queiroz.
Bom esta é a minha opinião, mas posso estar a ver mal as coisas, por isso gostava muito de conhecer as vossas opiniões sobre esta edição d' Os Maias.
Digam coisas.

Madalena Silva

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Resumo da aula de 29/01/2008

Por Andreia Azevedo

Última aula do 1º Semestre... mas nada acaba aqui...

Relativamente à aula de ontém, só me acorrem seis frases para apresentar como resumo... (corrija-me quem conseguir melhor).

Teoria vs Prática. "A teoria é um projecto de realidade que muitas das vezes é utópico".

2ª As regras sociais que são importantes em qualquer área, e que muitas das vezes nos esquecemos que as adquirimos. Torna-se algo instintivo e tão banal que muitas das vezes ignoramos.

3ª Como poderá ser importante o manejo das respectivas regras no mundo profissional (neste caso editorial), seja para que situação for.

4ª Saber ler nas entrelinhas. Os bastidores.

5ª Jogo de negociação entre o que eu posso e o que eu devo. A multiplicidade do nosso "eu"...

6ª Foi apresentado em aula, um modelo de contrato editorial.

domingo, 27 de janeiro de 2008

Resumo da aula de 22/01/08

Por Andreia Azevedo

Na penúltima aula de Teoria da Edição fizemos uma retrospectiva do programa e do que foi dado ao longo deste semestre.
Falou-se ainda do "editor enquanto designer, cuja missão é tornar o livro: mais vendável, mais legível e mais transportável".
O nr. de exemplares que são dados pelas editoras. A relação entre editor e livreiro (quem deve a quem).
O facto de existirem editores que procuram a ribalta e de como isso vai contra o verdadeiro papel do editor.
Falamos ainda de editores que sugerem livros. Editores que procuram autores, sugerindo-lhes temas para a escrita.

A circulação de livros que iniciamos há 3 aulas atrás continua... esperemos que dê bons frutos...

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Por: João Santos


Artigo do DN acerca do mercado livreiro em Portugal (sempre algo relativamente útil a ler):


terça-feira, 22 de janeiro de 2008

Por Andreia Azevedo

Saíram hoje, no DN, dois artigos que me parecem bastante interessantes.

O primeiro que aqui deixo o link, relatando o fenómeno compulsivo, e cada vez mais expansivo, dos livros pirateados:

http://dn.sapo.pt/2008/01/22/artes/150_euros_livros_pirateados_2007.html

O segundo, faz referência às dívidas das Leiloeiras, no que diz respeito aos direitos de autor:

http://dn.sapo.pt/2008/01/22/artes/leiloeiras_devem_mil_euros_direitos_.html

sábado, 19 de janeiro de 2008

Por Andreia Azevedo




Direitos de autor: o que protege um autor juridicamente, a publicação no estrangeiro, a tradução do original, comprar direitos autorais, de que modo os direitos de autor estão em consonância com os contratos assinados, os livros na internet, a reprodução de originais (fotocópias), etc...
É um tema interessante e controverso...
Não é só de "poesia" que vive o livro e convém sempre ter "os pés bem assentes na terra"


Parece-me interessante este site, aqui fica a sugestão: http://www.gda.pt/

Resumo da aula de 15/01/08

Por Andreia Azevedo

Entrada na sala, várias questões colocados sobre o quadro e bora lá pensar..

1ª questão (no início da aula, resposta no termino da mesma):
Como pode um pequeno editor conseguir autores desejados por grandes casas?

2ª questão: Do que estar dependente?
Do autor?
Da obra-prima desse ano?
Do Best-Seller?
Do mercado?

3ª questão: Como responder às expectativas, do autor, do mercado ou de outros autores?

4ª questão: editor "grande" e editor "pequeno"

Falamos ainda do papel das grandes feiras do livro (Frankfurt, principalmente). Se por um lado perderam algum do seu poder devido ao desenvolvimento de novos meios de comunicação, por outro, não deixam de ser um acto social, um mostra de quem tem dinheiro.

Os autores editores, as características de um bom editor, fidelidade vs exclusividade entre editor e autor, foram outros dos temas tratados.

O grosso modo da aula foi ocupado com a resposta à pergunta: qual o processo entre editor e autor. Claro está, intercalando com outros assuntos que eram pertinentes no decorrer da discussão.

Ah, é verdade, pelo catálogo é a resposta à primeira questão.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Novidades culturais

Por Carlos Pinheiro

Olá a todos, caros colegas. É a primeira vez que escrevo para o blogue. Faço-o com muito prazer e com o objectivo de pôr à disposição de todos algumas sugestões culturais que me parecem interessantes. Sempre que puder, espero participar mais vezes neste meio de comunicação. Seleccionei então sete informações que explicarei resumidamente.

1. Espectáculo sobre Fernando Pessoa

Para quem gosta de teatro e/ou da obra de Fernando Pessoa, está em cena até dia 26 de Janeiro de 2008 no Teatro D. Maria II a peça “Turismo Infinito” a partir de textos de Fernando Pessoa e de três cartas de Ofélia Queirós. Transcrevo seguidamente dois excertos de uma crítica ao espectáculo saída num jornal diário.
“Sou a cena viva onde passam vários actores representando várias peças.” A frase que Bernardo Soares escreve pelo punho de Fernando Pessoa é uma das muitas epígrafes possíveis de Turismo Infinito, espectáculo em que Ricardo Pais dobra a esquina de diversas sínteses, empreendendo uma viagem ao fulgurante universo de Fernando Pessoa. O impressivo dispositivo cénico concebido por Manuel Aires Mateus figura a psyche de Pessoa, “porto infinito” onde chegam ou de onde partem o guarda-livros Bernardo Soares, o histérico e futurista Álvaro de Campos, o interseccionista “Fernando Pessoa” e o bucólico mestre Alberto Caeiro.
Também Ofélia Queirós – a mulher com quem o poeta teve o único envolvimento amoroso conhecido – é convocada pela dramaturgia finamente urdida por António M. Feijó, que supera a redutora clivagem entre “vida” e “obra”, e põe em relevo alguns ritmos maiores do universo Pessoa. De novo com João Reis no elenco quase residente do TNSJ, mas também com a inspirada inventividade de colaboradores que o acompanham desde 2003, Ricardo Pais experimenta a performatividade da(s) escrita(s) de Pessoa, tecendo um poderoso enredo de estímulos auro-visuais e pondo-nos em contacto com a obra de um homem que, de modo heróico, pretendeu – e conseguiu – “introduzir beleza no mundo”.
Ficha técnica
encenação RICARDO PAIScom a colaboração de NUNO CARDOSOdispositivo cénico MANUEL AIRES MATEUS figurinos BERNARDO MONTEIRO desenho de luz NUNO MEIRAsonoplastia FRANCISCO LEALvoz elocução JOÃO HENRIQUES
COM
JOÃO REIS EMÍLIA SILVESTRE PEDRO ALMENDRAJOSÉ EDUARDO SILVA LUÍS ARAÚJO
Sala Garrett
3ª a SÁB. 21h30 DOM. 16h00

Para mais informações, dirijam-se às instalações do teatro (Praça D. Pedro IV, 1100 – 021 Lisboa), consultem o site http://www.teatro-dmaria.pt/ ou utilizem o número de telefone 21 325 08 35.

2. Colecção Berardo no Centro Cultural de Belém

A exposição de arte contemporânea da colecção Berardo patente no CCB pode ser visitada gratuitamente durante os próximos meses. Não consegui, contudo, apurar até quando exactamente se pode usufruir desta “borla”. Se alguém souber, acrescente posteriormente, por favor. Acho que uma exposição destas é imperdível, ainda por cima sem pagar nada.

3. Reabertura do Café Gelo

Li numa curta notícia da edição de Janeiro da revista Os Meus Livros que o mítico Café Gelo, situado no Rossio, em Lisboa, ponto de encontro da geração surrealista portuguesa, foi remodelado e abriu ao público recentemente. Mais um local de convívio emblemático da cidade a juntar a tantos outros absolutamente fascinantes e carregados de muita(s) história(s) que vale a pena visitar.

4. Harry Potter

Para quem se interessa pelo maravilhoso mundo da magia, a editora portuguesa da saga deste jovem feiticeiro criou um site com toda a informação a seu respeito. Dados sobre os livros, as personagens, a autora e todo o universo que os rodeia, incluindo capas, desenhos, notícias, curiosidades e muita informação factual sobre o enredo. Visitem o endereço http://www.presenca.pt/harrypotter/.

5. Livros antigos e não só on-line

São raros os alfarrabistas que têm site, e mais ainda os que mantêm um catálogo actualizado e com imagens. A In-Libris presta assim um bom serviço aos amantes do livro, permitindo inclusive compras on-line. Tudo isto disponível no endereço http://www.in-libris.pt/.

6. II Encontro de Escritores de Língua Portuguesa

Nos próximos dias 24 e 25 de Janeiro de 2008, vai decorrer no auditório da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Leiria o II Encontro de Escritores de Língua Portuguesa. Serão abordados diversos temas tais como as relações entre Jornalismo e Literatura, a Literatura no Feminino e a Ciberliteratura. Estarão presentes vários autores contemporâneos, com destaque para Rui Zink, Nuno Júdice, Carlos Pinto Coelho, Ana Maria Magalhães e José Jorge Letria. Para mais informações e eventuais inscrições, consultem o site http://wwwipleiria.pt/ ou falem com o Professor Rui Zink.

7. Correntes d’Escritas

De 13 a 16 de Fevereiro de 2008, vai decorrer na Póvoa de Varzim o 9.º Encontro de Escritores de Expressão Ibérica, também conhecido como Correntes d’Escritas. Para mais informações e eventuais inscrições, consultem o site http://www.cm-varzim.pt/go/correntesdescritas ou falem com o Professor Rui Zink, um dos muitos participantes neste ilustre acontecimento.

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

As mais belas Bibliotecas do Mundo...

Por Andreia Azevedo

São inúmeras e cada uma mais bela do que a outra...
Aqui fica um abrir de apetite, se tiverem interesse vejam mais em: http://curiousexpeditions.org/2007/09/a_librophiliacs_love_letter_1.html

Marvel desenhada em português

De acordo com vários jornais (aqui deixo um) da última semana o ilustrador português João Lemos vai assinar os desenhos do primeiro volume da série Avengers Fairy Tales. Esta série consiste no cruzamento do imaginário dos Avengers da Marvel (Iron Man, Capitão América entre outros) com personagens de histórias de contos de fadas, neste caso do Peter Pan.

Quanto a pormenores de quem é quem ainda não há certezas absolutas mas são avançadas algumas hipóteses. Super-heróis à parte importa realçar dois aspectos importantes.

A) Esta oportunidade surgiu quando o ilustrador e um responsável da Marvel se encontraram num festival de banda desenhada em França (apresentações, festivais e outros acontecimentos mais do que manifestações sociais devem ser vistos como locais onde se travam conhecimentos que podem abrir-nos todo um mundo novo de oportunidades).

B) Trabalhar para a Marvel dá dinheiro e poucas pessoas recusariam uma oportunidade destas (seja a Marvel ou qualquer outro gigante editorial)


Nuno Fernandes

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Por Andreia Azevedo

Recebi por e-mail a informação e aqui se partilha...

CONVITE
Clássicos na Bulhosa
Projecto e direcção de Silvina Pereira

Na próxima terça-feira, dia 15 de Janeiro de 2008, pelas 18h30, terá lugar na livraria Bulhosa de Entrecampos a sessão inaugural do projecto Clássicos na Bulhosa, a desenvolver ao longo do primeiro semestre de 2008.
Nesta primeira sessão dedicada a Sá de Miranda serão lidos, na primeira parte, excertos da obra Os Vilhalpandos, interpretados por Alexandre Ferreira, Carmen Santos, Filipe Petronilho,
Isabel Fernandes, Júlio Martín, Margarida Rosa Rodrigues e Silvina Pereira.

A segunda parte constará de um debate com a presença de José Camões visando uma reflexão sobre a obra de Sá de Miranda e a Comédia Clássica Renascentista Portuguesa.

domingo, 13 de janeiro de 2008

A Tasca do Careca

Na passada 4ª feira, 9 de Janeiro, sensivelmente metade da turma - a outra metade não pôde ir mas teve pena - reuniu-se para celebrar o aniversário do Menino Jesus, a entrada de 2008 e demais datas importantes no calendário das celebrações anuais, ficando ao critério de cada um comemorar o que melhor se adequasse ao seu espírito.
O repasto teve lugar n' A Tasca do Careca, na Actor Taborda, ali ao Saldanha, mais precisamente na rua do Cinebolso (para quem não conhece o Cinebolso, aconselha-se pesquisa rigorosa na net, já que se trata de cinema emblemático do bas-fond lisboeta e cultura geral fica sempre bem).
Houve boleias a partir da Faculdade e foi engraçado porque parecia um rally-paper com o pessoal à procura não de pistas mas de lugar para estacionar nas imediações do restaurante.
Comeu-se, bebeu-se e conversou-se "os farrapos", como eu costumo dizer, isto é, em quantidades industriais (Isto aplica-se apenas à conversa porque a quantidade de comida e de bebida foi normal e houve quem só bebesse ice tea, ou água, ou cerveja sem álcool. Um grupo bem comportado, portanto).
Uma tertúlia tão animada que me obriga a pensar que é pecado não fazer estas reuniões com maior regularidade e deixar isto agarrado às datas das festividades habituais. Até porque se discutiram coisas sérias - desde a utilidade do nosso mestrado, até às especificidades de algumas cadeiras, passando pelas artes, pela política, pelas opções de voto, pelas relações, por conceitos tão velhos como o amor ou a amizade.
Fica aqui a sugestão: mais jantares, ou almoços, ou simplesmente espaços de debate e conversa à volta de uma mesa de café.
Como a Tasca do Careca fecha às 2 da manhã, houve baixas no grupo a partir da meia noite mas alguns resistentes foram postos na rua pelos proprietários, eram quase duas e meia.
O balanço é francamente positivo mas que se pronunciem os participantes e digam de sua justiça.
Entretanto, reproduzo aqui o texto colectivo que se engendrou no decorrer do festim, quando já havia gente absolutamente intoxicada com ice tea, pelo que pode parecer que não faz muito sentido mas que nos divertimos, disso não haja dúvida. É uma pálida tentativa de "cadavre exquis" tendo cada um produzido uma frase partindo apenas da última palavra do anterior:

"Esta noite inicia-se o primeiro de muitos lugares de pessoas silenciosas, com medo, vazias, que rasgam o papel porque não gostaram da história, mas era tão chata que...
até pareço um cadáver esquisito porque estou a pensar que nada como o Sporting ter perdido!
Ou achado? Perdido por perdido, achado por achado, deixo para o próximo encontrar o lado!
Depois de andar de um lado para o outro, vi que não encontrava nada
então tirei dois pêssegos do chapéu
e um carro vermelho estava a voar
a voar, mas a voar baixinho, como os crocodilos
crocodilos são verdes e feios e embebedam-se ao entardecer com garrafões de vinho.
No outro dia bebi vinho, de inicio não gostei, era amargo, mas depois comecei a imaginar anões esverdeados e percebi-lhe a piada.
O João ficou muito zangado com a Ana e foi-se embora de repente...
De repente, fez-se luz."

Eu cá gosto do resultado. E vocês?

Madalena Silva



E se não fossemos o que somos, gostávamos de ser...?

"Se não fosse coelhinho, gostava de ser um coelho de Parada de Bouro. Se não fosse coelho, gostava de ser João Botelho, eventualmente Pinto da Costa. Se não fosse eventualmente nem um nem outro, seguramente gostava de ser director-geral dos Impostos. Se não fosse tal, gostava de ser arquitecto.
- Bem, digo eu, e se não fosse arquitecto?
- Então, claro está, queria ser PM. E se não fosse PM, então Berardo. E acabou-se, disse, e bateu com a porta."

Jorge Listopad, in JL, 2-15 janeiro de 2008

Madalena Silva

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Cadáver esquisito parte IV

- Aí vem o cumprimento da promessa…

O facto de querer tudo aos meus pés deixaram as coisas mais difíceis e, mais ainda, por eu não me conformar que o passado findou.
Aqueles últimos dias fizeram-me mudar, mesmo não querendo aceitar bem a ideia de um novo elemento na família; acho que o fardo de todo o ser humano é mudar, mesmo contra a própria vontade.
Olho, de repente, para o espelho e converso com o meu ego: “Será que nunca irei conseguir enfrentar a realidade? A minha vida vive em torno de ciclos, etapas que se prendem a relances de memória”. Vida triste… amargurada… miserável…
Subitamente levanta-se e, de um suspiro forte do peito, toma coragem, caminha calmamente pela sombria casa. Cruza-se com Zulmira. Olhando no fundo dos seus olhos, diz-lhe:
- Afinal … Zulmira interrompe-o e não lhe dá a única hipótese de Barata se expressar na sua frente. Muito zangada recolhe-se no seu quarto.
Barata sai porta fora, pára, grita para o céu, ofende algum ser superior, assegurando Ele lhe roubar a sua fortuna. Corre sem rumo rua abaixo, quase é atropelado, quase é assaltado. Até que chega à margem.

Por Ana Cunha

E o Prémio vai para...D.Inês de Castro e respectiva fundação!

"Pedro Tamen vence primeiro Prémio Literário Inês de Castro"

O escritor Pedro Tamen foi o primeiro vencedor do prémio literário atribuído pela Fundação Inês de Castro com a sua obra "Analogia e Dedos" (edições ASA). O prémio, que visa distinguir uma obra que se insira na temática "Inesiana", tem o valor de 5000 €.

Desde a última aula tenho andado mais atento às notícias dos prémios literários.
Inevitavelmente o que mais me tem chamado à atenção é o montante desses prémios e o maior ou menor grau de aproveitamento das entidades patrocinadoras (não sou uma pessoa muito atenta por isso confesso que nunca tinha ouvido falar desta fundação, já com 3 anos, que mesmo sem um site próprio consegue ser noticia em vários jornais e televisões). Será que podemos avaliar o estado de "saúde" de uma instituição pelo valor do prémio atribuído?
E se realmente assim for qual o valor adequado para um prémio de literatura atribuído pelo Google?

Nuno Fernandes